Estamos iniciando uma nova etapa de marketing para a Frutipolpa Londrina: transformar o Google Business Profile em um canal local de descoberta, relacionamento e vendas mensuráveis.

Este não e um relato de uma estratégia pronta. É o registro público de um processo em construção, com testes, ajustes e aprendizados reais de uma pequena empresa.

O ponto de partida

O perfil da empresa já existia, atendendo a loja física em Londrina e também entregas dentro da cidade. O problema era outro: nao havia uma rotina clara para decidir o que publicar, de onde obter informações atualizadas e como medir se o trabalho estava gerando alguma oportunidade comercial.

Publicar apenas por publicar não seria suficiente. Precisávamos responder perguntas práticas:

  • Quais produtos podem ser divulgados?
  • O preço informado ainda está atualizado?
  • O produto está publicado na loja online?
  • Qual imagem podemos usar?
  • O post deve levar para a página inicial ou para um produto específico?
  • Como separar visualização, clique, mensagem e venda?
  • Como criar ofertas sem inventar estoque ou validade?

A primeira decisão: criar um processo, não apenas uma pauta

Organizamos o trabalho em um ciclo semanal com quatro momentos: coleta, produção, aprovação e medição.

Na coleta, consultamos as fontes atuais. Na produção, escolhemos um objetivo e um pilar editorial. Na aprovação, conferimos fatos, links, imagens e regras comerciais. Depois da publicação, registramos os sinais de desempenho para decidir o próximo teste.

Isso muda a natureza do marketing. Em vez de depender de inspiração, passamos a trabalhar com uma rotina que pode ser repetida, auditada e melhorada.

A integração com a Nuvemshop

Como o catálogo da loja é atualizado na Nuvemshop, criamos uma integração via API usando OAuth e permissão de leitura dos produtos e categorias.

Durante a implantação, encontramos um erro no primeiro processo de autenticação: a troca do código de autorização não informava o tipo de concessão exigido pela API. O retorno parecia uma resposta técnica válida, mas não era um token. Corrigimos o fluxo para enviar grant_type=authorization_code, validar a resposta e recusar qualquer retorno que não contenha um token válido.

Depois do ajuste, a conexão foi validada com sucesso. A primeira consulta encontrou 125 produtos, organizados alfabeticamente, com dados como nome, categoria, preços, imagens, URL, status de publicação e data de atualização.

Nenhuma alteração é feita na loja por essa integração. O objetivo é apenas usar dados atuais como fonte para planejamento e comunicação.

O que ainda não está resolvido automaticamente

Existe uma limitação importante: a validade impressa nas embalagens não está registrada no sistema. Por isso, não vamos criar uma automação que prometa identificar produtos próximos do vencimento.

Quando houver uma oportunidade desse tipo, será necessário registrar manualmente o produto, a validade visível, a quantidade, o custo, a margem e a regra da oferta. A tecnologia pode ajudar a sugerir um kit, mas a decisão comercial continuará dependendo da conferência física e da aprovação do proprietário.

Esse limite é importante porque uma automação veloz, mas baseada em informação errada, pode gerar prejuízo e frustração para o cliente.

Como será a rotina de publicações

Inicialmente, a meta será um post por semana. Os temas serão distribuídos entre cinco pilares:

  1. Produtos e usos.
  2. Operação local e delivery em Londrina.
  3. Confiança e bastidores da loja.
  4. Educação e ideias práticas.
  5. Ofertas com preço e disponibilidade confirmados.

O Google Business Profile será a fonte principal para a comunicação local. Quando fizer sentido, cada pauta será adaptada para Instagram, LinkedIn e blog. O conteúdo não será simplesmente copiado: cada canal terá uma linguagem e uma chamada para ação adequada.

O que vamos medir

Não vamos considerar que um post deu certo apenas porque foi publicado ou visualizado. Vamos acompanhar cliques no site, ligações, mensagens no WhatsApp, perguntas recebidas e pedidos que tenham alguma evidência de origem no perfil.

Também vamos observar quais produtos e temas geram mais interesse. Esses sinais podem orientar novos kits, melhorias nas páginas dos produtos, campanhas de Google Ads e decisões de compra.

O compromisso é separar fato de hipótese. Se não houver evidência suficiente para atribuir uma venda ao perfil, o registro dirá exatamente isso.

Por que compartilhar esse processo

O objetivo do build in public e mostrar como uma pequena empresa pode desenvolver capacidade de marketing de forma disciplinada, sem fingir que já possui todas as respostas.

Vamos documentar erros, ajustes, custos, aprendizados e resultados agregados, sempre ocultando credenciais, dados de clientes e informações que possam comprometer a segurança da operação.

Este é o Experimento 02 da nossa jornada: construir uma rotina local de conteúdo baseada em dados reais, com aprovação humana e melhoria contínua.

O próximo passo é publicar o primeiro post semanal, medir os sinais iniciais e transformar cada resultado em uma decisão para o ciclo seguinte.